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Desde a infância estamos envolvidos em situações que nos requer a utilização de cordas.
Quem não teve problemas ao amarrar seu primeiro sapato? E quão difícil não foi perceber a perda do páreo para a ausência deste tipo de conhecimento!
A história da corda, um instrumento de auxílio e extensão, confunde-se com a própria história da humanidade.
Suas várias aplicações são bastante amplas, da construção civil e eletromecânica, passando por utilização "offshore" como amarração de petroleiros e ancoragem de plataformas e nonobóias, além de atividades esportivas e recreativas, até alcançarem as artes e o vestuário. Tudo isso permite-nos afirmar que, apesar de simples, seu uso é quase irrestrito.
O uso das cordas de fibras naturais, bem como sua forma construtiva vem sendo amplamente substituídos pelas sintéticas e formas específicas de construção, a fim de adequar-se às normas técnicas e oferecer segurança àqueles que se submetem a esses elementos tensis. As fibras sintéticas mais utilizadas na atualidade são o polietileno, polipropileno, poliéster e o poliamida (nylon).
As cordas estão e estarão sempre presentes como auxiliares responsáveis pela conquista de várias situações em que o homem sozinho jamais ousaria desafiar.
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MANUAL PRÁTICO DE CORDAS
| Torcida 3 ou 4 pernas |
![]() Muito utilizada nas atividades ligadas a navegação, náutica e pesca, sua principal característica é a facilidade da confecção de emendas, alças e costuras. Sua geometria helicoidal garante a corda um maior alongamento. Eventualmente podem ocorrer o distorcimento ou o encavalamento das pernas, quando mal construídas ou submetidas a grandes esforços de tração.
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| Trançada sem alma |
Tem sua aplicação garantida na pecuária para a fabricação de cabrestos e outros acessórios de montaria. também é utilizada na fabricação de bolsas e artefatos,. Sua principal vantagem é a facilidade na confecção de alças, onde sua ponta é introduzida no seu próprio corpo que é ôco. Normalmente tem sua resistência à tração reduzida em relação às suas congêneres.
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| Trançada com alma |
Apesar de introduzida recentemente no Brasil, este tipo de corda tem tido seu uso ampliado a muitas aplicações e em todas as regiões. Muito usada na amarração de cargas devido a sua excelente capacidade de confecção de nós. Na lida com o gado ou mesmo na náutica, sem emprego é garantido e seguro.
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| Trançada com alma e alerta visual |
Usada como corda de segurança e resgate, é utilizada para rapel e em trabalhos de altura que exijam grande segurança. Existe, neste segmento, a corda para cadeira suspensa ou trava-queda, especificada conforme portaria M.P. n° 013 de 09/07/2002.
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| Trançadas especiais |
Englobamos nesta categoria as cordas utilizadas na náutica de vela, as cordas de escalada e de usos especiais.
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MANUAL PRÁTICO DE CORDAS
Fibras mais utilizadas na cordoaria
São divididas em Naturais e Sintéticas, sendo estas últimas, hoje em dia, as preferidas, principalmente pelas suas características de resistência à tração e durabilidade. São elas:
| Naturais | Das que ainda são produzidas na indústria brasileira, podemos destacar o sisal e o algodão. Além disso, existem ainda o cânhamo, manila, rami e a juta. |
| Sintéticas |
Entre as principais, destacam-se
o Poliamida (nylon), polipropileno, polietileno e poliéster. Estas fibras
são apresentadas em:
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MANUAL PRÁTICO DE CORDAS
Principais características das fibras utilizadas em cordoarias no Brasil

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MANUAL PRÁTICO DE CORDAS
O quê observar na hora de escolher uma corda
| Diâmetro |
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| Rendimento |
É a quantidade de metros encontrada em um quilo de corda (kg/m). Cordas de um mesmo diâmetro têm rendimentos diferentes em função do peso específico de suas matérias-primas. |
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| Carga de Ruptura |
É o ponto de rompimento de uma corda quando submetida a esforço de tração maior que a sua resistência. Ao escolher uma corda, nunca o faça pelo seu limite que é a carga de ruptura. Utilize sempre a CARGA DE TRABALHO como padrão de carga a ser usada. Lembre-se que a carga de ruptura é o limite máximo de resistência à tração da corda. Importante: ao dar um nó em uma corda a sua resistência é automaticamente reduzida (tem-se o efeito de nós e emendas). Portanto, lembre-se que as tabelas de cargas de rupturas referem-se a cordas sem nó. |
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| Carga de Trabalho |
Carga de Trabalho significa a carga média ideal a que uma corda deve ser submetida quando em uso. Este é o padrão correto na escolha de uma corda. A carga de trabalho está intimamente relacionada com a carga de ruptura, isto é, ela é encontrada usando-se um fator redutor na carga de ruptura. Este redutor pode variar de acordo com o grau de responsabilidade e risco empregado no uso de uma corda. Em aplicações de baixo risco é utilizado um fator redutor entre 5 a 7 vezes a carga de ruptura. Já para aplicações em que existe o risco de vidas humanas, o fator (índice) aumenta para 10 a 12 vezes a carga de ruptura. Importante: neste caso também deve-se considerar a queda de resistência à tração de uma corda quando da aplicação de um determinado nó, o qual poderá reduzir a resistência em até 40%. Exemplo: uma Corda cuja carga de ruptura seja de 1.400 kgf, para aplicação de baixo risco, calcula-se da seguinte forma: 1.400 : 7 = 200. |
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| Flutuabilidade |
É a capacidade que uma corda tem de flutuar quando em contato com a água. Esta flutuabilidade é decorrente do peso específico da fibra utilizada na produção da corda. Em determinadas aplicações, a flutuabilidade pe um fator importante e decisivo na escolha de uma corda. Exemplo: Corda (ou cabo) para âncora (poita) de embarcações deve (por lei) afundar para evitar que ao flutuar outras embarcações enrosquem suas hélices ao passar perto de um barco fundeado. |
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| Elasticidade |
É a propriedade de alongamento de uma corda. Este alongamento (alto ou baixo) é o resultado de uma combinação de elasticidade da fibra e da construção utilizada na corda. Cordas com maior alongamento são mais indicadas para aplicações em que o "tranco" é um fenômeno que ocorre com freqüência. A alta elasticidade é capaz de reduzir o impacto e absorver melhor sua energia.
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MANUAL PRÁTICO DE CORDAS
Cuidados e recomendações no uso de cordas
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São indispensáveis em grande parte das aplicações e uso de cordas. Entretanto, eles são responsáveis pela redução de cerca de 40% da resistência de uma corda. Dessa forma, ao utilizar uma corda com nó, lembrar que sua resistência à tração está consideravelmente reduzida. O mesmo efeito deve ser levado em conta com a carga de trabalho. |
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São utilizadas sempre que é necessário unir uma corda a outra. Quando bem feitas, não causam redução nas cargas, já que a corda na emenda dobra de diâmetro. São muito utilizadas para reparar uma corda quando esta sofreu abrasão muito forte em determinada secção do sem comprimento. É mais indicado eliminar-se um pedaço de corda sensivelmente afetada pela abrasão e fazer-se uma costura de emenda. |
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É talvez uma das principais causas de desgaste e redução da vida útil de uma corda. Por ser sensível ao atrito em superfícies cortantes, ásperas e pontiagudas, as cordas devem ser manuseadas evitando-se sempre que possível este atrito. Portanto, evite o contato da corda com superfícies de grande abrasividade. |
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É agressiva às cordas de fibras naturais, como o sisal e o algodão. Além da umidade, a água salgada pode conter bactérias específicas que levam a decomposição da fibra num processo acelerado e contínuo. Já com as fibras sintéticas, a água salgada não tem grande influência. É observado apenas um "endurecimento" da corda proveniente da absorção do sal pelas fibras, mas nada além disto. De qualquer maneira, havendo possibilidades, lave sempre a corda com água doce após seu uso no mar. |
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A ação dos raios ultra-violeta (UV) e a umidade sobre as fibras de uma corda reduzem sensivelmente sua vida útil e a segurança no uso do produto. Portanto, evite, sempre que possível, deixar uma corda exposta ao tempo. Cordas fabricadas com fibras naturais são muito sensíveis à umidade, fator que provoca o surgimento de fungos e bactérias que a destroem. Algumas fibras sintéticas, derivadas do petróleo (polipropileno, por exemplo), podem ser sensíveis aos raios UV se não forem tratadas (estabilizadas) com produtos químicos na sua fabricação. |
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Altas temperaturas (acima de 80 °C) ou muito baixas (inferiores a -10 °C) interferem na performance e durabilidade das cordas. Evite a exposição e a utilização das cordas em temperaturas extremas. |
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Na maioria dos casos, RECOMENDA-SE MANTER AS CORDAS LONGE DE PRODUTOS QUÍMICOS. Algumas fibras são mais resistentes do que outras a produtos de origem ácida ou alcalina. No caso de utilização da corda requerer um contato próximo e freqüente com determinados produtos químicos, consulte o fabricante e informe suas necessidades, antes de adquiri-la. |
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Parece que não, mas este é um item importante para o usuário de uma corda. A relação entre o diâmetro da corda, a textura de sua fibra e a mão do usuário é muito importante para sua segurança e conforto. Fibras naturais e multifilamentadas com diâmetros superiores a 12 mm são melhores no contato manual e têm boa "pega". Assim, procure sempre estar atento a esta relação para obter um melhor resultado! |
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MANUAL PRÁTICO DE CORDAS
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CABOS E CORDAS TRANÇADOS E TORCIDOS COM:
POLIPROPILENO, POLIETILENO, NYLON POLIAMIDA E POLIÉSTER
FONE: (11) 2088-9922 FAX: (11) 2088-9929
Avenida Chiyo Yamamoto, 267 - Vila Nova Bom Sucesso - Guarulhos/SP CEP 07176-040